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:: Programa - Planejamento Regional - BR 163
Consórcio Ambiental
Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental
da BR163 foi criado em 27 de novembro com o objetivo de ser um interlocutor
ativo com o governo federal para viabilizar a implementação
de ações prioritárias levantadas pelos movimentos
sociais, ambientais e produtores familiares em relação
ao asfaltamento da rodovia Cuiabá-Santarém. A criação
do Consórcio foi consolidada durante um encontro de lideranças
dos movimentos sociais para debater a questão em Alter do
Chão, no município de Santarém (PA).
O Consórcio também acompanhará
as propostas do Plano BR-163 Sustentável do Grupo de Trabalho
Interministerial, chefiado pela Casa Civil, para a rodovia e seus
efeitos ao meio ambiente e as comunidades da região. Esta
foi a forma encontrada pela sociedade civil organizada de levar
ao governo federal as demandas e preocupações das
entidades que atuam na região de influência da Rodovia
Cuiabá-Santarém, garantindo que os interesses das
populações locais e a conservação dos
recursos naturais sejam contemplados, trazendo a sustentabilidade
efetiva da rodovia.
O Consórcio pelo Desenvolvimento Socioambiental
da BR 163 é constituído por 32 entidades que atuam
na região e coordenado pelo Grupo de Trabalho Amazônico
(GTA), Federação da Agricultura do Estado do Pará
(Fetagri – PA), Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente
e Desenvolvimento (FORMAD), Fundação Viver, Produzir
e Preservar (FVPP), Instituto Socioambiental (ISA) e Instituto de
Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM).
O Consórcio trabalhará com cinco eixos
temáticos: Infra-estrutura e serviços básicos
rurais e urbanos; Ordenamento fundiário e combate à
violência no campo; Estratégias produtivas e manejo
dos recursos naturais; Fortalecimento social e cultural das populações
locais; e Gestão ambiental, monitoramento e áreas
protegidas. Estes eixos foram decididos a partir das demandas discutidas
nos encontros regionais que ocorreram a partir de outubro do ano
passado em Altamira, Sinop, Santarém e Itaituba.
Entre as prioridades apontadas pelos movimentos sociais
estão a criação e a regularização
imediata dos assentamentos rurais, onde em muitos casos há
conflitos entre os agricultores familiares e grandes produtores
rurais. Junto a isso está a necessidade de um ordenamento
territorial que assuma as urgentes formas de ocupação
da região, impedindo que a fronteira agrícola avance
em áreas estratégicas para criação e
consolidação de Áreas Indígenas, Reservas
Extrativistas, Unidades de Conservação e de assentamentos.
BR 163 Aberta no início da década de
70, a Rodovia Cuiabá-Santarém (BR 163), que corta
os estados de Mato Grosso e Pará, possui 1756 km, dos quais
990 ainda não foram pavimentados, entre o município
de Guarantã do Norte, na divisa entre os dois estados, e
o km 101 ao sul da cidade de Santarém.
Rica em biodiversidade a área de influência
da BR possui vários problemas ambientais decorrentes de uma
ocupação desordenada do território e da concentração
da pecuária, da extração ilegal de madeira
e da expansão da soja que vem adentrando aceleradamente na
região amazônica.
Essas atividades, aliadas ao crescente desmatamento
que vem sendo denunciado pelas organizações da sociedade
civil e estudado por vários institutos de pesquisa acelerou
um fluxo migratório que não foi acompanhado pelo desenvolvimento
regional. Relatórios dos encontros da sociedade civil para
debater o asfaltamento da rodovia apontam uma falta de perspectiva
econômica para as populações locais e o acirramento
de conflitos sociais. As entidades que participam do Consórcio
Socioambiental entendem que se as ações do governo
não assegurarem o ordenamento regional, os desmatamentos
e suas conseqüências ambientais e sociais vão
continuar sem controle do Estado.
Uma das primeiras ações do Consórcio
pelo Desenvolvimento Socioambiental da BR-163 será a elaboração
de uma pauta emergencial para implementação antes
da licitação da construção, a ser apresentada
aos ministros cujas pastas estão envolvidas com o projeto.
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