:: Programa - Aspectos Econômicos do Fogo na Amazônia -
Risque 98 - Queimadas acidentais

Queimadas acidentais: prejuízo econômico e ambiental que ninguém planeja ou quer planejar

As pesquisas do IPAM mostraram que o fogo acidental correspondeu a 48 % da área queimada em 1995. Queimada acidental é aquela que escapa do controle, resultando em prejuízo, ambiental e econômico para todos: para o pequeno produtor, que perde a caça, cipós e frutas da floresta, e plantações de subsistência; para o grande pecuarista, que perde o investimento na reforma da pastagem; para o madeireiro, que tem que ir cada vez mais longe buscar florestas intactas; e para a sociedade em geral, que perde os benefícios ecológicos de controle climático e hídrico, exercidos pelas grandes extensões de florestas não degradadas.


A Área que Pegou Fogo em Cinco Regiões da Amazônia Brasileira

O fogo é um agente de transformação da paisagem amazônica de expressão muito mais significativa que apenas o desmatamento (aonde o fogo também está envolvido). Uma área de 10 a 20 % dos municípios analisados queimou em 95 (Paragominas e Santana do Araguaia - PA, Ariquemes e Ouro Preto do Oeste - RO; Alta Floresta - MT e Rio Branco - AC). Dessa área afetada pelo fogo, apenas 16 % foi queimada objetivando desmatamento (veja o gráfico). Cerca de 36 % foi fogo intencionalmente aplicado para manejo de áreas em produção agropecuária. O importante é que mais 36 % da área em produção agropecuária também queimou, acidentalmente, e outros 12 % de floresta teve o sub-bosque destruído pelo fogo, tornando esta florestas mais suscetíveis a queimadas futuras, que poderão vir a ser mais intensas e mais destrutivas.

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