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Fórum Amazônia Sustentável é lançado em São Paulo

Empresas e organizações da sociedade civil reunidas no Fórum Amazônia Sustentável lançaram, durante a III Feira Brasil Certificado, o movimento em São Paulo. A iniciativa, criada em novembro do ano passado, em Belém, tem o objetivo de reunir organizações para atuar com metas claras no sentido de coibir incisivamente a ilegalidade, acabar com a impunidade e a corrupção que permeiam os processos de degradação socioambiental e demandar do Estado brasileiro, em suas diferentes esferas, o exercício pleno de suas responsabilidades constitucionais em relação aos direitos humanos, como, por exemplo, justiça, segurança pública e proteção do meio ambiente na região amazônica.

Convidado para abrir a reunião em São Paulo, o economista Ignacy Sachs, da Universidade de Paris, afirmou que a crença de que manter a floresta brasileira como uma reserva natural para o mundo vai resolver a questão da sustentabilidade é ilusória. Para ele, o século XXI nos coloca dois desafios: as mudanças climáticas e o déficit crônico e severo de oportunidades de trabalho decente. Por conta disso, é necessário pensar não somente na sustentabilidade ecológica, mas também na inclusão social.
Como forma de conter o desmatamento, a proposta de Sachs é que seja desenvolvido um trabalho de recuperação das áreas degradadas, que passariam a ser destinadas ao desenvolvimento da região - por meio da produção de florestas plantadas ou de alimentos, de maneira ambientalmente correta e socialmente includente. Dessa forma, diminuir-se-ia a pressão sobre as áreas de florestas nativas. Fazer o mesmo com outras áreas fora da Amazônia também pode ajudar nesse sentido.

Assinada por cerca de setenta organizações empresariais e da sociedade civil, a Carta de Compromisso do Fórum Amazônia Sustentável coloca lado a lado grandes corporações como Alcoa, Vale do Rio Doce, Philips e Petrobas, e entidades como o Conselho Nacional dos Seringueiros e a Associação da Comunidade Quilombola do Cacau ou ongs como o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Greenpeace e Instituto Socioambiental (ISA).