Clima e Floresta
Home » Edição 14 - 15/09/2009 » 136
Economistas querem desenvolvimento mais sustentável
Reunida no seu VIII Encontro Nacional, em Cuiabá, Mato Grosso, entre 5 e 7 de agosto, a Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Ecoeco) divulgou documento no qual mostra preocupação em relação ao quadro crítico dos efeitos da economia sobre o meio ambiente e suas tendências nos níveis global, nacional e local. Para os economistas ligados à organização, estamos nos aproximando rapidamente das condições-limite de resiliência do Planeta. Por conta disso, apresentam “algumas propostas alternativas no sentido de converter o atual modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil para bases mais sustentáveis”, disse Maria Amélia Enríquez, presidente da Ecoeco.
Entre as 17 propostas dos economistas para o país, estão seis diretamente ligadas ao controle de emissões de gases de efeito estufa, como adotar um sistema nacional de controle de emissões e promover ações coordenadas entre a esfera federal e os governos estaduais e municipais na definição e implantação de programas de redução das emissões provocadas pela degradação e pelo desmatamento; garantir que a revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas se dê de maneira ainda mais participativa com o preenchimento de importantes lacunas e a incorporação de informações essenciais como a dos custos atualizados das medidas de mitigação e adaptação em função dos efeitos climáticos, incluindo de maneira detalhada a metodologia e os parâmetros adotados; e incluir mecanismos financeiros para a preservação de florestas no acordo global sobre mudanças climáticas, tal como o REDD (Redução de Emissões do Desmatamento e da Degradação).
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