Clima e Floresta

Home » Edição 09 - 01/01/2009 » 43

Chico Mendes é homenageado em Poznan

Morto há 20 anos, em 22 de dezembro de 1988, o seringueiro Chico Mendes recebeu uma homenagem durante a COP 14, em Poznan, em evento realizado pelo Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônia (Coica) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), com apoio do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônica (IPAM).

Durante o evento, realizado no dia 6 de dezembro, foi ressaltado o papel do seringueiro no debate sobre a preservação da Amazônia e o tema de redução das emissões da degradação e desmatamento da floresta (REDD). Na ocasião, foi lembrada a sensibilidade de Chico Mendes sobre as mudanças climáticas, já em 1985, quando, em entrevista à Alice Horigan, em Rio Branco, no Acre, afirmou: “. . . nós ficamos preocupados com a questão da preservação da floresta Amazônica e a sua ecologia. Assim mesmo, sabemos que nos últimos dez anos, a partir de 1972 até agora, o Acre tem sofrido uma mudança total de seu clima e temperatura. Na época dos anos 70 e os anos anteriores, era um clima totalmente diferente: tinha tempo frio, as estações eram normais; era controlado. Com a devastação tudo ficou descontrolado. Hoje enfrentamos uma temperatura que nunca imaginamos enfrentar. Hoje temos uma temperatura que é parecida com Cuiabá ou Manaus, lugares assim. Antes não era assim. Tudo isso como resultado da devastação monstruosa que já ocorreu até agora.”

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários com termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. » Conheça as regras para aprovação de comentários no site do IPAM