Clima e Floresta

Home » Edição 16 - 15/11/2009 » 161

Aumenta o número de espécies animais em risco de extinção

Devido a perdas de habitats, à degradação, à superexploração, à poluição e às mudanças climáticas, 36% das 47.677 espécies catalogadas pela União Internacional pela Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) correm o risco de desaparecerem da superfície terrestre. Os novos números sobre o cenário atual de animais e plantas ameaçados foram divulgados no início de novembro. “As evidências científicas de uma crise séria de extinção estão aumentando”, disse a diretora do grupo de Conservação de Biodiversidade da IUCN, Jane Smart.

A diretora do Programa de Espécies da WWF Internacional, Amanda Nickson, alerta para as relações entre perda de biodiversidade e o aquecimento global. Para ela, a meta da Convenção de Diversidade Biológica das Nações Unidas subestimou os impactos crescentes das mudanças climáticas. “Com as negociações cruciais do clima em Copenhague se aproximando e o Ano Internacional da Biodiversidade em 2010, este é um chamado para que os líderes mundiais acordem”, afirma Amanda.

Os anfíbios são os mais ameaçados, com 1895 (30%) das 6.285 espécies conhecidas incluídas na “Lista Vermelha”, como a instituição chama o rol com animais e plantas em risco de extinção. Entre os peixes de água doce, 37% estão ameaçados. Entre os mamíferos conhecidos, 21% estão em risco de sumir; entre os pássaros, 14%; entre as plantas, 70%; entre os répteis, 28%, e entre os invertebrados, 35%.  Mais de 2,8 mil espécies foram adicionadas na lista deste ano (em 2008 eram 44.838).

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