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Cadastro de Compromisso Socioambiental do Xingu (CCSX)

Desenvolvido em parceria com a Aliança da Terra, o Cadastro de Compromisso Socioambiental na Região das Cabeceiras do Xingu (CCSX) é uma ferramenta proativa para a promoção de melhores práticas agrícolas entre os produtores registrados na região e é baseado nos seguintes pilares:

- reconhecer práticas positivas de gestão adotadas por produtores;

- identificar problemas sociais e ambientais existentes nas propriedades e apresentar soluções pragmáticas;

- promover diálogos entre os produtores registrados sobre suas preocupações;

- mostrar total transparência em todas as fases do processo.

O CCSX fornece diagnósticos aprofundados de campo de propriedades individuais, estabelece uma linha do tempo para melhorias de gestão territorial e monitora o progresso de cada propriedade ao longo do tempo. Durante seus dois primeiros anos de existência, o CCSX iniciou o diagnóstico de quase 70 propriedades com área total de mais de 1,7 milhão de hectares, dos quais aproximadamente metade é de floresta.

Os benefícios finais gerados pelo CCSX são:

- transparência para o desempenho socioambiental do produtor; 

- apoio a gestão socioambiental integrada de propriedades rurais;

- reconhecimento das iniciativas de produtores rurais em recuperar e gerenciar seus recursos naturais;

- preservação de recursos naturais e prestação de serviços ambientais;

- proprietário preparado para conquistar melhores mercados;

- incentivo à regularização de propriedades perante a lei através da adequação socioambiental;

- busca de incentivos econômicos, financeiros e políticos para produtores responsáveis.

Histórico

Na região das cabeceiras do Rio Xingu no estado de Mato Grosso, sudoeste do bioma Amazônia, a expansão altamente rentável da soja e do gado tem se dispersado ao redor de uma Terra Indígena (Parque Indígena do Xingu), onde vivem 14 grupos indígenas. Nesta região, representativa de várias áreas ao longo da fronteira agrícola amazônica, o agronegócio, os povos indígenas e as comunidades tradicionais definem suas relações com a floresta.

As propriedades privadas, onde se desenvolvem as atividades agropecuárias, representam um quarto da Amazônia Legal e até 50% do estado do Mato Grosso, o Estado amazônico com o maior índice de desmatamento e a maior produção agrícola nacional.

Considerando o papel desta região na dinâmica do uso e ocupação do solo e principalmente das áreas florestais, torna-se crítico para a região do Xingu que a produção rural e a manutenção dos serviços ambientais sejam adequadas.

Saiba mais: Critérios, indicadores e meios de verificação para classificação das propriedades no Cadastro de Compromisso Socioambiental do Xingu.

Coordenação:

Osvaldo Stella, osvaldostella@ipam.org.br

Equipe:

 Osvaldo Carvalho Jr.

Ricardo Rettmann

Leandro Ribeiro

Parceiro:

Aliança da Terra

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