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Apoio ao Manejo Comunitário e agregação de valor aos produtos extrativistas

“Na execução do projeto, entre março de 2009 e fevereiro de 2010, foram realizadas atividades de mobilização, reuniões de apresentação do convênio e formação de grupos de trabalho para produção de informações regionalizadas com colaboração direta de lideranças comunitárias, seminários e oficinas regionais.”

 

Rosana Giséle Cruz Pinto da Costa

O que é?

Convênio entre o IPAM e o governo do estado do Pará, através da Secretaria de Agricultura (Sagri), para criar espaços de debate sobre o uso de recursos florestais, produzir informações sobre localização e uso desses recursos

 

Regiões de Atuação

1. TERRITÓRIO DO BAIXO AMAZONAS - Região oeste do Pará, banhado pelos rios Amazonas e Tapajós, composto por 12 municípios: Alenquer, Almerim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Santarém e Terra Santa.

2. TERRITÓRIO BR-163 (TAPAJÓS) - No cruzamento das rodovias Cuiabá-Santarém (BR-163) e Transamazônica (BR-230), inclui seis municípios: Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Rurópolis e Trairão, com ocupações remotas influenciadas pela navegação no rio Tapajós e abertura das referidas estradas.

3. TERRITÓRIO DA TRANSAMAZÔNICA E XINGU - Municípios de Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu. Nesta região, também é encontrada a bacia do Xingu, que é uma das mais importantes do país em termos ecológicos e paisagísticos.

 

 

O que foi feito

Estudos e análises de seus resultados, divulgação de relatórios técnicos às entidades parceiras, além de recomendações às organizações parceiras quanto à política estadual de manejo florestal comunitário e extrativismo e melhoria das iniciativas de produção florestal na região.

A classificação dos produtos com base na frequência de citações durante entrevistas e sua distribuição espacial pelas regiões do Baixo Amazonas, Tapajós e Xingu mostrou que:

Na região do Xingu, os produtos florestais mais citados como fonte de renda ou com potencial de mercado foram recursos madeireiros, frutíferas nativas como açaí e castanha-do-pará e dentre as oleaginosas, andiroba e copaíba.

Na região do Tapajós, os recursos madeireiros não são manejados diretamente pelas famílias e comunidades, pois prevalece a transação comercial onde a gestão do manejo é responsabilidade do comprador da madeira. Diferentemente, o açaí, a castanha-do-pará, a andiroba e a copaíba são produtos manejados com objetivos comerciais, em pequena escala, pelas famílias e comunidades, mas também indicados com potencial para exploração econômica em grande escala. Outros recursos florestais não madeireiros são apontados, dentre eles, o babaçu, os cipós e as plantas medicinais. No Baixo Amazonas, os principais produtos explorados comercialmente ou com potencial são açaí, castanha-do-pará, recursos madeireiros, copaíba, andiroba, mel de abelhas, cipós, palhas, sementes e frutos de taperebá e tucumã.












Perspectivas

  • Participar nos espaços de diálogos sobre política florestal no âmbito estadual, por meio da participação na Comex e Comef;
  • Divulgar informações no Grupo de Trabalho sobre Manejo Florestal Comunitário no estado do Pará.