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Mortes na tragédia das chuvas: mais consequências da atividade humana que de um processo natural
No comentário de hoje, Osvaldo Stella conta que em 2002, o Nobel de química, Paul Crutzen, publicou um artigo no qual defendia que nossa era geológica deveria se chamar “antropoceno”. Isto porque, pela primeira vez na história deste planeta, as atividades praticadas pelo ser humano estão moldando o clima e os sistemas naturais globais de maneira irreversível.
Osvaldo afirma que desde então, a espécie humana cresceu em número e também em consumo per capta de recursos naturais. As florestas tropicais são derrubadas e queimadas liberando grandes quantidades de CO2 para a atmosfera. A queima de combustíveis fósseis e as práticas agropecuárias contribuíram para um aumento de mais de 30% na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera.
Viver no Antropoceno é viver em um planeta onde os efeitos climáticos extremos, como as chuvas na serra carioca, serão cada vez mais frequentes e intensos. Em escala local, a falta de respeito ao zoneamento, às faixas de área de preservação permanente de mata ciliar, o desmatamento das encostas, e até a fragilidade do poder público também derivam da ação do homem.
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