11 de Março de 2008
Rainha da Inglaterra fala sobre mudanças climáticas
Fonte: Embaixada Britânica no Brasil
Em discurso, realizado ontem (10/03), a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, em comemoração ao Dia da Comunidade Britânica de Nações (Commonwealth), afirmou as atitudes de indivíduos e governos para com o meio ambiente e o uso feito dos recursos naturais trarão conseqüências para os povos de todos os continentes e que as ações tomadas em defesa do meio ambiente terão um efeito real e positivo nas vidas de todos, tanto hoje como no futuro.
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown reiterou a mensagem da Rainha em seu próprio discurso à Commonwealth. Segundo ele, a tomada de ações de combate às mudanças climáticas é urgente, sendo necessário viabilizar meios para que as economias possam crescer e se desenvolver sem desestabilizar o clima e destruir as bases que mantêm o crescimento econômico, a estabilidade e o desenvolvimento.
As mudanças climáticas foram o tema de 2008 para o Dia da Commonwealth, que aborda o assunto desde 1987. O reconhecimento de que a questão é um dos principais desafios para o mundo atualmente resultou na elaboração de um plano de ação de combate às mudanças climáticas acordado pelos Chefes de Governo da Commonwealth no ano passado, em reunião realizada em Uganda. No plano de ação, os países da Commonwealth se comprometem a buscar soluções ambiciosas, especialmente por meio da Convenção do Clima das Nações Unidas, para promover um maior entendimento das mudanças climáticas e mitigar seus impactos.
Os países da Commonwealth acreditam que o impacto das mudanças climáticas pode ser particularmente severo em muitos dos países da comunidade e em outros países como o Brasil, cerceando o desenvolvimento e podendo até tornar-se agente causador de instabilidade e conflitos mundialmente. Para esses países, o impacto da poluição ocorre de maneira desigual: normalmente os que poluem menos - especialmente nas nações menos desenvolvidas - são os mais afetados pelos impactos das mudanças climáticas e os menos equipados para lidar com eles. As escolhas ambientais disponíveis em alguns países não representam uma opção para outros. Em algumas partes do planeta, por exemplo, combustíveis fósseis podem ser usados de maneira mais econômica e as construções podem utilizar materiais mais eficientes e sustentáveis; mas é muito mais difícil esperar a adaptação de alguém cujas principais fontes de combustível, abrigo e subsistência são as árvores das florestas locais. Se os interesses e necessidades das pessoas mais afetadas são reconhecidas, é possível trabalhar em conjunto para realizar mudanças duradouras.
A Commonwealth é uma associação formada por 53 países membros. Originários da África à Ásia, do Pacífico ao Caribe, da Europa e Mediterrâneo à América do Norte, os 1,7 bilhões de pessoas que fazem parte da Commonwealth representam um quarto da população mundial. A Commonwealth reune países em situações muito diferentes - de países industrializados com um volume significativos de emissão de gazes estufa, passando por países emergentes, produtores de energia a países pobres e vulneráveis, cuja própria sobrevivência está diretamente ameaçada pelas mudanças climáticas.
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