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12 de Julho de 2010

Moratória da soja valerá por mais um ano na Amazônia

Afra Balazina e Andrea Vialli / O Estado de S.Paulo

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A moratória da soja, compromisso das indústrias e exportadores da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) de não adquirirem soja oriunda de áreas desflorestadas na Amazônia, foi renovada por mais um ano ontem. A moratória está em vigor desde julho de 2006.

De acordo com o pesquisador Bernardo Rudorff, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a cultura está presente em 6.295 hectares que foram desmatados após julho de 2006. Esta área corresponde a 0,25% do desmatamento ocorrido no bioma Amazônia no triênio 2007-2008-2009, nos Estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia.

Segundo Paulo Adário, do Greenpeace, foram encontradas 75 plantações de soja em áreas de desmatamento recente nos últimos 12 meses. No período 2008/2009 foram 12. Quando a auditoria confirma a informação, a propriedade deixa a lista de fornecedores do grupo. "Quem desmata e não vende está perdendo dinheiro. E o produtor não é burro", afirma Adário. Carlo Lovatelli, da Abiove, diz que não houve aumento no preço da soja com a moratória, mas que assim o setor atende ao exigente mercado internacional, principalmente o europeu.

AQUECIMENTO GLOBAL
Itália cobre geleira para evitar derretimento

A geleira Presena, na província de Trento, no norte da Itália, está sendo coberta por uma tela térmica para diminuir o ritmo de seu derretimento durante o verão europeu. A tela especial (foto), que filtra os raios ultravioleta do Sol, foi importada da Áustria. Seus fios são de polipropileno e formam uma trama permeável à água, mas capaz de permitir a troca de temperaturas internas e externas. Dois anos atrás, um teste realizado na geleira italiana comprovou a eficiência desta ação, que conseguiu evitar o derretimento de 60% da neve. Na experiência, a neve desprotegida perdeu um metro e meio de espessura a mais do que a parte coberta.

Os italianos usaram naquela ocasião 30 mil m² de tela. Com o resultado positivo, eles decidiram triplicar o perímetro de ação, passando para 90 mil m².

ENERGIA LIMPA
Alemanha pode abandonar fósseis

Um estudo da Agência Federal de Ambiente da Alemanha mostra que o país pode ter sua eletricidade toda proveniente de fontes renováveis até 2050. A Alemanha exporta tecnologia verde para o resto do mundo e atualmente obtém 16% de sua energia elétrica por meio de fontes renováveis, como solar e eólica - o triplo do porcentual que possuía há 15 anos.

"Uma conversão completa para energias renováveis até 2050 é possível do ponto de vista tecnológico e ambiental", diz Jochen Flasbarth, presidente da agência. Ele afirma que a meta é "muito realista" e baseada em tecnologias já existentes. O país é o líder em energia solar fotovoltaica (foto) e o segundo em eólica, atrás dos EUA.

COMPOSTAGEM

Unesp quer máquina para agilizar processo Professores e alunos do câmpus de Itapeva da Unesp desenvolvem uma máquina para realizar compostagem (transformar lixo orgânico em adubo) sem ter mau cheiro e num prazo de até 15 dias. O processo, quando há muito material orgânico, pode levar até 60 dias. O projeto deve ser concluído no fim do ano.

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