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26 de Novembro de 2010

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Economia da Amazônia precisa inserir a população local no processo de desenvolvimento

A Amazônia é uma das regiões mais ricas em recursos naturais e ao mesmo tempo tem alguns dos piores indicativos sociais do Brasil. Na região, vivem cerca de 25 milhões e pessoas, das quais 38% vivem na linha da pobreza; 22% desse total têm apenas dois reais de renda por dia. Isso significa que ser exportadora de matérias primas e abrigar algumas das maiores empresas do mundo não conduz necessariamente a região a um nível de desenvolvimento social satisfatório. Mas isso parece estar mudando.

“Estamos entrando em um novo ciclo econômico”, afirmou o pesquisador do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do Fórum Amazônia Sustentável, que promove até esta sexta-feira em Belém um debate sobre Riscos e Oportunidades para a Amazônia na próxima década. Cerca de 300 organizações civis, governos e empresários participaram do debate.

Para Veríssimo, a região amazônica vive o início de um novo ciclo de desenvolvimento. “O modelo que considerava a floresta como um obstáculo para o crescimento econômico da região está ultrapassado”, disse ele, ponderando que a consolidação de alternativas sustentáveis precisa de investimentos permanentes. “Não podemos voltar ao modelo antigo, do desmatamento, que não deu certo. Temos que olhar um novo modelo e dar escala a ele”, afirmou.

Presente ao encontro, o senador eleito pelo Acre e ex-governador, Jorge Viana, considerou que a economia deverá ser uma questão central para a amazônia, mas ressaltou que a região deve fundamentar sua base em uma “economia florestal”, onde o uso sustentável da floresta seja o modelo vigente.

Viana defendeu uma agenda econômica que melhore a vida das pessoas e ajude na redução de emissões (de gases de efeito estufa).Ele conclamou os governadores dos estados amazônicos a estabelecerem juntos uma agenda de trabalho comum para a região.

O vice-governador eleito no Pará, Helenilson Pontes (PPS/PA) também vislumbra uma nova perspectiva econômica para a Amazônia, mas ressalta que deve haver mudanças na ocupação do território na região. Segundo ele, o Pará tem uma área desmatada de cerca de 25 milhões de hectares, dos quais 10 milhões de hectares estão abandonados ou não são aproveitados.

Pontes lembrou ainda que o Pará tem cerca de 2,8 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, apesar dos altos recursos que gera a partir da exploração energética e mineral. Em toda a Amazônia, cerca de 40% da população encontram-se nessa situação. “Isso significa cerca de dez milhões de pessoas que precisam ser incluídas no sistema capitalista”, disse Pontes.

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