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18 de Março de 2010

Biblioteca virtual em biodiversidade

Fonte: Lilian Bayma/Museu Goeldi

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O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma das sete instituições selecionadas para integrar o Projeto Digitalização e Publicação online de uma coleção de Obras Raras Essenciais em Biodiversidade das Bibliotecas Brasileiras.  Coordenado pelo Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme) e pelo Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP), com financiamento do Ministério do Meio Ambiente, o projeto visa democratizar e facilitar o acesso aberto às informações científicas sobre a biodiversidade brasileira pela comunidade científica e pelos gestores na elaboração de políticas públicas.

Participam da iniciativa, cujo foco principal são as obras raras, preferencialmente dos séculos XVIII e XIX, as instituições guardiãs de acervos considerados importantes para o conhecimento da fauna e da flora brasileira.  No Museu Goeldi, a iniciativa permitirá a digitalização das publicações mais antigas, como o Boletim do Museu Paraense de História Natural e Etnografia, desde 1894 até os dias atuais; Memórias do Museu Paraense; Arboretum Amazonicum; bem como o Álbum de Aves Amazônicas, todas publicadas entre 1900 a 1906.  Livros publicados no final de XIX e início do XX, entre os quais “As Aves do Brasil”, de 1894 a 1900, de autoria de Emílio Goeldi, também estão entre as obras a serem digitalizadas.

Segundo o coordenador de Comunicação e Extensão, Nelson Sanjad, “esse conjunto de publicações apresenta uma quantidade enorme de informações relacionadas à biodiversidade amazônica, que será disponibilizada na internet, contribuindo assim, para a preservação da memória científica relacionada à biodiversidade e para a divulgação da ciência nacional”.

A participação das instituições se dará através da permissão para a digitalização de suas publicações e no acesso ao acervo de obras raras, isto é, às obras selecionadas para serem digitalizadas. Além das bibliotecas do Museu Goeldi e do Ministério do Meio Ambiente, participam do projeto três instituições de São Paulo: Instituto de Biocências e Museu de Zoologia, da USP e Instituto de Botânica do Estado de São Paulo.  Do Rio de Janeiro, participam o Instituto Oswaldo Cruz, Museu Nacional e Jardim Botânico.

Com duração prevista para quatro anos, o projeto vai permitir a digitalização de duas mil obras entre livros, mapas e outros documentos de valor histórico e essenciais para a comunidade científica.  Após o tratamento das informações, será criada a “Coleção de Obras Raras Essenciais em Biodiversidade” a serhospedada e disponibilizada pela Scientific Electronic Library Online (SciELO).  A “SciELO Biodiversidade”, como está sendo chamada, será integrada á Biodiversity Heritage Library - BHL (Biblioteca sobre o Patrimônio da Biodiversidade), iniciativa global liderada pela Smithsonian Institution (EUA). 

A BHL tem como meta digitalizar todas as obras relacionadas à biodiversidade do planeta, sobretudo aquelas publicadas até o século XIX.  A BHL dispõe de site (http://biodiversityheritagelibrary.org) e já disponibiliza milhões de páginas na internet, às quais as publicações brasileiras serão integradas em breve.  A previsão é de que toda a série histórica dos Boletins do Museu Goeldi esteja disponível para consulta até 2011.